Campos tem outubro quatro vezes mais chuvoso que o mesmo mês de 2019

O ciclone subtropical que atingiu a Região Sudeste desde a última quarta-feira (28), com ventos fortes e chuvas intensas, como previsto pelos institutos de meteorologia, elevaram o índice pluviométrico de Campos dos Goytacazes em outubro, que fechou o mês com 138,3 mm. Isso é mais de quatro vezes o índice do mesmo mês em 2019, que ficou em 33,4 mm. Até agora, nestes 10 meses de 2020, o índice soma 827,2 mm, diante de 557,7 mm no mesmo período do ano passado. E já fica próximo do somatório de 2019, que fechou o ano em 894,4 mm.

0
28

O ciclone subtropical que atingiu a Região Sudeste desde a última quarta-feira (28), com ventos fortes e chuvas intensas, como previsto pelos institutos de meteorologia, elevaram o índice pluviométrico de Campos dos Goytacazes em outubro, que fechou o mês com 138,3 mm. Isso é mais de quatro vezes o índice do mesmo mês em 2019, que ficou em 33,4 mm. Até agora, nestes 10 meses de 2020, o índice soma 827,2 mm, diante de 557,7 mm no mesmo período do ano passado. E já fica próximo do somatório de 2019, que fechou o ano em 894,4 mm.

– Essas variações são normais, ou seja, ocorrem de um ano para o outro, sob a influência de variados fatores. No ano passado, por exemplo, choveu mais a partir de novembro – afirma o coordenador de Defesa Civil municipal, Edison Pessanha, observando que somente nos dois últimos meses de 2019 choveu 336,7 mm.

O coordenador lembra que 2017, por exemplo, foi um mês excepcionalmente generoso em termos de chuva. “Naquele ano, o índice pluviométrico somou 1.033,0 mm, um índice acumulado bem acima do que realmente ocorre”, lembra. Situação que gera benefícios, principalmente, quando as chuvas são bem distribuídas. Quando concentradas em curto período, costumam causar desastres e danos diversos.

Prejuízos podem ocorrer também quando acontece o contrário: baixo índice acumulado de chuva no ano e distribuição extremamente irregular, o que pode levar a perdas na agricultura, pecuária ou até mesmo alta nos preços das tarifas de energia elétrica, devido à queda dos níveis das barragens das hidrelétricas.

Um dos exemplos mais recentes vem do ano de 2014, quando uma seca severa gerou um Relatório de Perdas elaborado pela Prefeitura e Emater-Rio e liberado em novembro daquele ano, dando conta de um prejuízo de R$ 128 milhões, englobando pequenos, médios e grandes produtores rurais. As perdas abrangeram tanto o setor pecuário quanto o agrícola, incluindo o canavieiro, o mais atingido na ocasião.

Quedas de árvores e desabamentos – O grande volume de chuvas gerou queda de mais de 15 árvores, barreiras e alagamentos em Campos, nos últimos dias, levando a Prefeitura de Campos, através da Defesa Civil, a atuar em várias frentes em diferentes regiões. Foram cerca de 20 chamadas resolvidas neste sábado (31), após as chuvas de sexta-feira (30) que continuaram durante toda madrugada. A equipe esteve na RJ-236, estrada que liga Goitacazes a Tócos, na Baixada Campista, onde uma árvore caiu obstruindo a pista. Também atuou na RJ-190, que liga Itereré a Rio Preto, onde uma queda de arvore e de barreira obstruíram parte da rodovia. As duas pistas já estão liberadas. Uma equipe continua com uma retroescavadeira em Três Vendas para auxiliar no escoamento da água.
Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada através dos telefones 199 e (22) 98175-2512.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui